sábado, 15 de outubro de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Evoé, Luiz Antônio!

Evoé, Luiz Antônio!

Édipo em Araraquara..

Segue o link com a matéria sobre a apresentação do Éspetaculo na abertura da 23ª Semana do Teatro Luiz Antônio Martinez Corrêa ..
http://www.araraquara.sp.gov.br/Noticia/Noticia.aspx?IDNoticia=3993

O BarbA.. em Campinas!


Foram ótimas as apresentações no TAO - Teatro de Arte e Oficios em Campinas nos dia 18 e 19 de Junho!
Queremos agradecer muito a atenção o carinho e a eficiência com que fomos tratados pelos organizadores do Festival do Teatro Brasileiro nesse fim de semana..

Fica nosso muito obrigado às pessoas que possibilitaram a realidade desse encontro mais que especial.. Sergio, Larissa, Camila, Dani, Cauê e Maria Emilia ..♥ Obrigado queridos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Veni, vidi, vici

Evoéeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
Foi com grande prazer e já desejosos da próxima que encerramos essa primeira etapa do inicio das comemorações dos 20 anos do Andante. As 4 apresentações de " A Historia de Édipo" foram, cada uma com sua devida peculiaridade, fantásticas e desde já memoráveis!
Desde a concepção do espetáculo sempre houve a vontade de levar às pessoas, por mais simples que sejam, essa historia tão complexa e tão antiga; contar uma boa historia de maneira clara e direta. Por isso voltar a rua e encontrar o publico frente a frente e desafiar o espaço aberto e sem controle, que voraz tenta quase sempre engolir o espetáculo que o atravessa como um meteoro brilhante, incólume e fugaz..é um dever e sobretudo um prazer!

Outro grande ponto foi o trabalho compartilhado; é que a cada apresentação nôs propomos a trabalhar com um novo ator, que faça parte do local, comunidade, cidade ou seja onde for que nôs apresentemos, e que é incorporado ao espetáculo na pele do "Pastor"; personagem que aparece no final da trama com a peça final que falta ao quebra-cabeças do infortúnio de Édipo.
Nessas 4 apresentações trabalhamos com um ator de cada regional, Wesley Simões, na Lagoa do Nado; Paulo Camargo, no Salgado Filho; Adriano Gonçalves no Alto Vera Cruz;
e Denilson Torinho no Padre Eustáquio. Cada um a sua maneira enriqueceu e contribuiu com nossa historia. Fica nossa gratidão e também a vontade de repetir a dose..
Não poderia deixar de comentar também sobre a oficina teatral ministrada pelo grupo no Centro Cultural do Alto Vera Cruz; porque em muitas vezes são nesses pequenos momentos que grandes encontros se realizam e o conhecimento pode, de maneira sutil, fluir em uma via de mão dupla, onde na maioria dos casos quem ensina é que aprende; né Fernando...
Seguimos assim nosso caminho traçando a sina do nome Andante, dia 17 de junho temos mais um encontro com o publico, desta vez em Araraquara, na abertura da semana de teatro Antônio Luiz. E não para por aí, seguimos em frente na 11ª edição do Festival Brasileiro de Teatro e no semestre que vem, a partir de Setembro daremos continuidade às comemorações com uma mostra de todos os espetáculos ativos do grupo.
Um Beijo a Todos!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lindo reencontro!



As duas apresentações já realizadas no Parque Lagoa do Nado e na "Pracinha de Baixo" no bairro Salgado Filho foram fantásticas; o reencontro com o publico e
com o espaço aberto, a rua e a praça foram auspiciosos no melhor sentido da palavra!
É sempre muito bom retornar e reencontrar o "povo de Tebas"; as próximas apresentações ocorrerão no nesse Sábado dia 04 na "Praça do Posto" no Alto Vera Cruz às 19hs e no Domingo 05 no Centro Cultural do Bairro Padre Eustáquio às 17:30hs; sempre gratuitas!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Matéria Jornal Estado de Minas sobre 20 anos do Grupo Teatro Andante



27 maio 2011
A praça é nossa
Teatro Andante comemora 20 anos de trajetória dedicada ao contato democrático com o público. Grupo abriu mão da sede própria e dos compromissos burocráticos para se dedicar apenas à arte




Num fim de tarde, os integrantes do Teatro Andante se sentam na Praça da Papa – um de seus “palcos” – para relembrar a trajetória de 20 anos do grupo. A partir de amanhã, a data especial será comemorada com apresentações em BH e pelo Brasil. Ao fim da conversa, o ator e diretor Marcelo Bones conclui: “Esta entrevista jamais seria a mesma se não fosse aqui. Lá em nossa sala, seria outra coisa. Isso é legal, para ver como se dá o efêmero no teatro: só acontece naquela circunstância, daquela maneira”.

Dos cinco integrantes, apenas Gladys Rodrigues não participou da conversa, por estar envolvida com outro trabalho. Além dos fundadores Ângela Mourão e Marcelo Bones, Gladys está no Andante desde a primeira montagem. Glauco Matos chegou em 2003; Beto Militani em 2008. O elenco do Andante funciona assim: cada um a seu tempo, como lhe convém. “Aqui não tem ortodoxia. Na época em que criamos nossa última montagem, BarbAzul, o Marcelo estava fora do grupo”, lembra Ângela. Diretor de Artes Cênicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte) durante dois anos, Bones se mudou de BH e se afastou – com direito a ata – do grupo. Quando voltou, todos o receberam de braços abertos.

Outra característica desses 20 anos: o Andante se permite deixar as coisas fluírem. Foi assim no pior – e melhor, segundo os atores – momento de sua história: a perda da sede própria. “Ele trouxe clareza sobre o que era o grupo. Não queríamos ser uma companhia grande, queríamos fazer teatro”, explica Marcelo. O ator e diretor lembra que sede implica ter mais funcionários, buscar patrocínios e se preocupar mais com produção, em detrimento do fazer teatral.

“O ruim foi sair da sede e deixar para trás um monte de arquibancadas, lugar para guardar figurinos e escritório montado. Isso deu sensação de vazio”, admite. O grupo manteve espaço próprio no Bairro Santa Efigênia e trabalhou na Funarte-MG, na Floresta.


Ideologia

O que, afinal, faz uma trupe teatral chegar a duas décadas de ofício? “Não sabemos responder a essa”, brinca Ângela Mourão. “A primeira coisa que vem à cabeça é como se manter financeiramente, mas essa situação variou muito durante 20 anos. O que nos une é a ideologia política, filosófica e artística. Isso faz as pessoas quererem estar juntas e passar por diferentes momentos, melhores ou mais difíceis, mas fazendo o que deve ser feito”, diz.

Foi depois de uma temporada na Europa que o Andante surgiu definitivamente. Marcelo e Ângela, que são casados, passaram meses no Velho Continente em contato com outros grupos debatendo as perspectivas de seu ofício. “Achamos muito legal o que vimos na Europa. Já havia um pouco do chamado Terceiro Teatro aqui no Brasil, mas lá eles faziam espetáculos de rua ou em pequenas salas com muito apuro técnico e pouca parafernália de cenários e luz. Isso permitia ao grupo andar, além de mostrar a excelência do ator em cena”, explica Ângela. “A gente não queria ser grupo comercial, nem de pesquisa, para iniciados. O Terceiro Teatro vem daí: apurado técnica e dramaturgicamente, pretende falar para todo mundo”.

Discurso

Por um triz, a primeira peça do Andante, foi encenada no início da década de 1990. Abordava uma questão crucial da agenda nacional: os direitos infantis. “Na época do massacre da Candelária, nosso espetáculo de rua discutia o problema da criança e do adolescente em situação de risco”, lembra Marcelo Bones. Palhaços encenavam aquela tragicomédia. “Eles começavam bem alegrinhos, mas iam contando as histórias de meninos indo para o lugar macabro dos garotos de rua”, relembra Ângela. O humor é importante ferramenta de trabalho, acredita o grupo.

“Nosso discurso teatral, o texto, nem sempre tem necessidade de ser explicitamente político”, observa a atriz. Musiclown, que ficou em cartaz durante oito anos, é exemplo disso. “Os palhaços tocavam e quase não falavam, mas era um gesto político, porque o apresentamos em muitos lugares e nunca cobramos ingresso”, informa.

A plateia está no centro das reflexões do Andante. “O teatro deve refletir sobre quem é o seu público”, diz Marcelo Bones, referindo-se ao fato de o Andante não se fixar no palco ou na plateia tradicional. “Essa discussão precisa ser feita na prática, não se limita à gente sentar e conversar sobre o assunto. Ela se dá pela práxis, pelo prazer de encontrar o público, outros grupos, outras pessoas, e a partir disso pensar sobre o que o teatro representa nesta sociedade tão fragmentada e, ao mesmo tempo, centralizadora”, conclui.

O Andante é uma trupe militante. “É importante para nós a participação política como grupo em instâncias do debate público”, conta Marcelo. Eles ajudaram a criar o Movimento Teatro de Grupo, em 1992, participam do Movimento Nova Cena de BH e já contribuíram com os projetos Redemoinho e Off. Também ajudaram a fundar a Rede Brasileira de Teatro de Rua.

O grupo se dedica à questão pedagógica. Todos os integrantes têm oficinas preparadas para adultos e crianças, abordando música, máscara, a arte do palhaço ou interpretação. “É muito clara a necessidade dessa atuação. Sempre procuramos nos relacionar com outros grupos e pessoas”, conclui Bones.