domingo, 24 de fevereiro de 2013

Lá vamos nós para uma nova aventura andante: conquistar terras portuguesas!!!!

Faz parte do imaginário brasileiro o sonho de refazer o caminho feito pelos portugueses e atravessar o Atlântico para ver o que se encontra além mar...
Lá vamos nós: brevemente partimos para uma residência artística no norte de Portugal. Nossa morada será em Fafe, pertinho de Guimarães, que é pertinho de Braga, que é pertinho do Porto.
Levamos conosco cada passo percorrido, mas vamos em busca de novos caminhos!
Pouco a pouco compartilharemos nossa experiência com os amigos que passarem por aqui, mas também pelo facebook e outros envelopes da correspondência contemporânea. Com alegria e esperança,
Marcelo e Angela

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mostra Andante 21 Anos.

A mostra Andante 21 anos acontecerá no Galpão Cine Horto e na Pça de Santa Tereza, dos dias 18 a 29. Com Apresentação dos espetáculos do grupo e convidados, alem de um sabadão recheado de surpresas, acompanhem! OLHA A PROGRAMAÇÃO

É, a gente não para não!!

Dos dias 12 a 15 nos apresentaremos em Porto Alegre, no Festival de teatro de Rua.. em breve novas noticias!! Por enquanto segue a chamada.. "Uma tragédia O Teatro Andante (MG) é uma das grandes atrações do festival. A experiente companhia vai apresentar A História de Édipo , uma adaptação para o teatro de rua da tragédia Édipo Rei, de Sófocles – provavelmente a mais célebre releitura da história do personagem da mitologia grega que mata o pai e casa com a mãe." Sessões: dia 13, às 18h30min, na Praça da Alfândega; dia 14, às 18h30min, no Parque Germânia; dia 15, no Brique da Redenção

domingo, 11 de março de 2012

BarbAzul em Itauna!!

Foi com grande prazer e honra que o BarbAzul reinaugurou o teatro Vânia Campos com duas apresentações nos dias 09 e 10 de Março! Vida longa e repleta de publico e sucesso ao Vânia! .. e ao Barba também..

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

5º K-iau em Cena.

..é pra não perder o pique1. Já começamos o ano com tudo nos apresentado em Araçuaí durante o 5º K-iau em Cena. Bela Araçuaí.. bela e quente! Como o povo de lá Obrigado K-iau!!

sábado, 31 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sinha Olympia en Argentina..!!

Pra finalizar 2011 com chave de ouro, Sinha Olympia foi convidada a se apresentar em 3 festivais de grupo de teatro em cidades da província de Buenos Aires:
Villa Bosch, San Justo e El Palomar! Que lindo!!! Fomos...! Feliz 2012!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

13º Mostra Sesc Cariri de cultura!!

...difícil saber se existe uma profissão que seja tão contraditória quanto o teatro. Que nos faz passar por tantas dificuldades e percalços, mas que ao mesmo tempo nos propicia vivencias que se não são impagáveis, são no minimo inenarráveis.
Em Novembro tivemos a sorte e o prazer de nos apresentar no Vale do Cariri, no Ceara. Passamos por varias cidades ao redor do Crato e Juazeiro do Norte onde encontramos um povo lindo, carinhoso e receptivo num lugar de extrema beleza. Lugares de muita simplicidade mas de grande valor na transformação de seu povo; como na Fundação Casa Grande em Nova Olinda na foto acima. Obrigado Sesc, obrigado ao povo do Vale do Cariri, esperamos em breve nos rever pelas andanças do Andante

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

10º Goiânia em Cena

..seguindo com nossas andanças do BarbAzul em Outubro nos apresentamos na abertura do 10º festival Goiânia em Cena ..um belo festival, que paga muito bem..

sábado, 15 de outubro de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Evoé, Luiz Antônio!

Evoé, Luiz Antônio!

Édipo em Araraquara..

Segue o link com a matéria sobre a apresentação do Éspetaculo na abertura da 23ª Semana do Teatro Luiz Antônio Martinez Corrêa ..
http://www.araraquara.sp.gov.br/Noticia/Noticia.aspx?IDNoticia=3993

O BarbA.. em Campinas!


Foram ótimas as apresentações no TAO - Teatro de Arte e Oficios em Campinas nos dia 18 e 19 de Junho!
Queremos agradecer muito a atenção o carinho e a eficiência com que fomos tratados pelos organizadores do Festival do Teatro Brasileiro nesse fim de semana..

Fica nosso muito obrigado às pessoas que possibilitaram a realidade desse encontro mais que especial.. Sergio, Larissa, Camila, Dani, Cauê e Maria Emilia ..♥ Obrigado queridos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Veni, vidi, vici

Evoéeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
Foi com grande prazer e já desejosos da próxima que encerramos essa primeira etapa do inicio das comemorações dos 20 anos do Andante. As 4 apresentações de " A Historia de Édipo" foram, cada uma com sua devida peculiaridade, fantásticas e desde já memoráveis!
Desde a concepção do espetáculo sempre houve a vontade de levar às pessoas, por mais simples que sejam, essa historia tão complexa e tão antiga; contar uma boa historia de maneira clara e direta. Por isso voltar a rua e encontrar o publico frente a frente e desafiar o espaço aberto e sem controle, que voraz tenta quase sempre engolir o espetáculo que o atravessa como um meteoro brilhante, incólume e fugaz..é um dever e sobretudo um prazer!

Outro grande ponto foi o trabalho compartilhado; é que a cada apresentação nôs propomos a trabalhar com um novo ator, que faça parte do local, comunidade, cidade ou seja onde for que nôs apresentemos, e que é incorporado ao espetáculo na pele do "Pastor"; personagem que aparece no final da trama com a peça final que falta ao quebra-cabeças do infortúnio de Édipo.
Nessas 4 apresentações trabalhamos com um ator de cada regional, Wesley Simões, na Lagoa do Nado; Paulo Camargo, no Salgado Filho; Adriano Gonçalves no Alto Vera Cruz;
e Denilson Torinho no Padre Eustáquio. Cada um a sua maneira enriqueceu e contribuiu com nossa historia. Fica nossa gratidão e também a vontade de repetir a dose..
Não poderia deixar de comentar também sobre a oficina teatral ministrada pelo grupo no Centro Cultural do Alto Vera Cruz; porque em muitas vezes são nesses pequenos momentos que grandes encontros se realizam e o conhecimento pode, de maneira sutil, fluir em uma via de mão dupla, onde na maioria dos casos quem ensina é que aprende; né Fernando...
Seguimos assim nosso caminho traçando a sina do nome Andante, dia 17 de junho temos mais um encontro com o publico, desta vez em Araraquara, na abertura da semana de teatro Antônio Luiz. E não para por aí, seguimos em frente na 11ª edição do Festival Brasileiro de Teatro e no semestre que vem, a partir de Setembro daremos continuidade às comemorações com uma mostra de todos os espetáculos ativos do grupo.
Um Beijo a Todos!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lindo reencontro!



As duas apresentações já realizadas no Parque Lagoa do Nado e na "Pracinha de Baixo" no bairro Salgado Filho foram fantásticas; o reencontro com o publico e
com o espaço aberto, a rua e a praça foram auspiciosos no melhor sentido da palavra!
É sempre muito bom retornar e reencontrar o "povo de Tebas"; as próximas apresentações ocorrerão no nesse Sábado dia 04 na "Praça do Posto" no Alto Vera Cruz às 19hs e no Domingo 05 no Centro Cultural do Bairro Padre Eustáquio às 17:30hs; sempre gratuitas!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Matéria Jornal Estado de Minas sobre 20 anos do Grupo Teatro Andante



27 maio 2011
A praça é nossa
Teatro Andante comemora 20 anos de trajetória dedicada ao contato democrático com o público. Grupo abriu mão da sede própria e dos compromissos burocráticos para se dedicar apenas à arte




Num fim de tarde, os integrantes do Teatro Andante se sentam na Praça da Papa – um de seus “palcos” – para relembrar a trajetória de 20 anos do grupo. A partir de amanhã, a data especial será comemorada com apresentações em BH e pelo Brasil. Ao fim da conversa, o ator e diretor Marcelo Bones conclui: “Esta entrevista jamais seria a mesma se não fosse aqui. Lá em nossa sala, seria outra coisa. Isso é legal, para ver como se dá o efêmero no teatro: só acontece naquela circunstância, daquela maneira”.

Dos cinco integrantes, apenas Gladys Rodrigues não participou da conversa, por estar envolvida com outro trabalho. Além dos fundadores Ângela Mourão e Marcelo Bones, Gladys está no Andante desde a primeira montagem. Glauco Matos chegou em 2003; Beto Militani em 2008. O elenco do Andante funciona assim: cada um a seu tempo, como lhe convém. “Aqui não tem ortodoxia. Na época em que criamos nossa última montagem, BarbAzul, o Marcelo estava fora do grupo”, lembra Ângela. Diretor de Artes Cênicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte) durante dois anos, Bones se mudou de BH e se afastou – com direito a ata – do grupo. Quando voltou, todos o receberam de braços abertos.

Outra característica desses 20 anos: o Andante se permite deixar as coisas fluírem. Foi assim no pior – e melhor, segundo os atores – momento de sua história: a perda da sede própria. “Ele trouxe clareza sobre o que era o grupo. Não queríamos ser uma companhia grande, queríamos fazer teatro”, explica Marcelo. O ator e diretor lembra que sede implica ter mais funcionários, buscar patrocínios e se preocupar mais com produção, em detrimento do fazer teatral.

“O ruim foi sair da sede e deixar para trás um monte de arquibancadas, lugar para guardar figurinos e escritório montado. Isso deu sensação de vazio”, admite. O grupo manteve espaço próprio no Bairro Santa Efigênia e trabalhou na Funarte-MG, na Floresta.


Ideologia

O que, afinal, faz uma trupe teatral chegar a duas décadas de ofício? “Não sabemos responder a essa”, brinca Ângela Mourão. “A primeira coisa que vem à cabeça é como se manter financeiramente, mas essa situação variou muito durante 20 anos. O que nos une é a ideologia política, filosófica e artística. Isso faz as pessoas quererem estar juntas e passar por diferentes momentos, melhores ou mais difíceis, mas fazendo o que deve ser feito”, diz.

Foi depois de uma temporada na Europa que o Andante surgiu definitivamente. Marcelo e Ângela, que são casados, passaram meses no Velho Continente em contato com outros grupos debatendo as perspectivas de seu ofício. “Achamos muito legal o que vimos na Europa. Já havia um pouco do chamado Terceiro Teatro aqui no Brasil, mas lá eles faziam espetáculos de rua ou em pequenas salas com muito apuro técnico e pouca parafernália de cenários e luz. Isso permitia ao grupo andar, além de mostrar a excelência do ator em cena”, explica Ângela. “A gente não queria ser grupo comercial, nem de pesquisa, para iniciados. O Terceiro Teatro vem daí: apurado técnica e dramaturgicamente, pretende falar para todo mundo”.

Discurso

Por um triz, a primeira peça do Andante, foi encenada no início da década de 1990. Abordava uma questão crucial da agenda nacional: os direitos infantis. “Na época do massacre da Candelária, nosso espetáculo de rua discutia o problema da criança e do adolescente em situação de risco”, lembra Marcelo Bones. Palhaços encenavam aquela tragicomédia. “Eles começavam bem alegrinhos, mas iam contando as histórias de meninos indo para o lugar macabro dos garotos de rua”, relembra Ângela. O humor é importante ferramenta de trabalho, acredita o grupo.

“Nosso discurso teatral, o texto, nem sempre tem necessidade de ser explicitamente político”, observa a atriz. Musiclown, que ficou em cartaz durante oito anos, é exemplo disso. “Os palhaços tocavam e quase não falavam, mas era um gesto político, porque o apresentamos em muitos lugares e nunca cobramos ingresso”, informa.

A plateia está no centro das reflexões do Andante. “O teatro deve refletir sobre quem é o seu público”, diz Marcelo Bones, referindo-se ao fato de o Andante não se fixar no palco ou na plateia tradicional. “Essa discussão precisa ser feita na prática, não se limita à gente sentar e conversar sobre o assunto. Ela se dá pela práxis, pelo prazer de encontrar o público, outros grupos, outras pessoas, e a partir disso pensar sobre o que o teatro representa nesta sociedade tão fragmentada e, ao mesmo tempo, centralizadora”, conclui.

O Andante é uma trupe militante. “É importante para nós a participação política como grupo em instâncias do debate público”, conta Marcelo. Eles ajudaram a criar o Movimento Teatro de Grupo, em 1992, participam do Movimento Nova Cena de BH e já contribuíram com os projetos Redemoinho e Off. Também ajudaram a fundar a Rede Brasileira de Teatro de Rua.

O grupo se dedica à questão pedagógica. Todos os integrantes têm oficinas preparadas para adultos e crianças, abordando música, máscara, a arte do palhaço ou interpretação. “É muito clara a necessidade dessa atuação. Sempre procuramos nos relacionar com outros grupos e pessoas”, conclui Bones.